Fusão Renault-Nissan/Fiat-Chrysler seria muito boa para São José dos Pinhais


União dos franceses e italianos ampliaria tecnologia em SJP e prepararia as marcas para o fim dos carros particulares

Blog Single Imagem das montadoras em São José dos Pinhais-PR e Betim-MG e a expectativa de 8,7 mi de veículos/ano
A notícia de união comercial com ajustes de gestão, troca de tecnologia e potencialização de logística e de vendas, entre Renault/Nissan e Fiat/Chrysler, caiu bem ao gosto do mercado automotivo nacional e internacional. A previsão do segmento, nas próximas décadas, é a disposição de carros autônomos, como táxis elétricos sem motorista, via as indústrias, a serviço das prefeituras e estados, ou seja, não valerá a pena ter carro, até porque todos os condutores seriam passageiros de seus veículos ao estarem plugados na obrigatoriedade de deslocamento com GPS. A fusão entre franceses e italianos prepararia as marcas para as novidades, porém, do namoro para um casamento há muitos detalhes.

O pré-acordo será oficialmente apresentado na semana que vem, conforme relata a agência de notícias Reuters, tendo como fontes membros da diretoria da Renault. O acordo criaria uma nova companhia, com participação de 50% para cada membro, e a formação do terceiro maior conglomerado automotivo do mundo (menor apenas que Toyota e Volkswagen) e a comercialização conjunta de aproximadamente 8,7 milhões de veículos por ano.

"A combinação dos negócios reunirá forças complementares. Criaríamos um portfólio que forneceria cobertura total do mercado com presença em todos os segmentos-chave, desde marcas de luxo/premium como Maserati e Alfa Romeo até bandeiras de baixo custo como Dacia e Lada, além da força de Fiat, Renault, Jeep e RAM, bem como veículos comerciais", diz a Fiat/Chrysler.

A questão dos veículos elétricos para os italianos, que propuseram a parceria, se mostra novamente importante, pelo fato da presença da Nissan, montadora japonesa com projetos bem avançados nas baterias elétricas.


Complexo Ayrton Senna
A Renault do Brasil completa duas décadas em São José dos Pinhais, desde 1998, ano de inauguração do Complexo Ayrton Senna. A marca já produziu cerca de 3 milhões de veículos e quase 4 milhões de motores destinados ao mercado nacional e também a vários estados americanos. Além do Complexo Ayrton Senna, a Renault conta com um Centro de Engenharia e um Centro de Design, que possibilitam o desenvolvimento de produtos cada vez mais com o jeito do consumidor brasileiro. A Renault possui cerca de 300 concessionárias. A montadora inaugurou a quarta unidade industrial do Complexo Ayrton Senna: a Curitiba Injeção de Alumínio, da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi.

Na fábrica da Fiat Automóveis em Betim (MG) são produzidos 15 modelos de automóveis e comerciais leves. São mais de 70 versões, incluindo as destinadas à exportação. O grupo italiano tem 102 fábricas no mundo e o francês 34. Juntos, empregam quase 380 mil funcionários.

PautaSJP.com e informações da Reuters

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