Em 15 de maio, tem exposição sobre o Aeroporto Afonso Pena no Museu Atílio Rocco


Com privatização agendada para 2020, estação aeroportuária são-joseense completará neste ano seus 75 anos de pousos e decolagens

Blog Single Fotos, vídeos, documentos e depoimentos vão contar sete décadas de história
Considerado um dos aeroportos mais eficientes do Brasil, segundo pesquisas anuais da Infraero com passageiros em diferentes municípios, o Afonso Pena tem previsão de privatização, pelo governo federal, no segundo semestre de 2020. O Museu Atílio Rocco, via a Secretaria Municipal de Cultura, prepara a abertura dia 15 de maio, às 14h, de exposição sobre os 75 anos de pousos e decolagens do aeroporto de São José dos Pinhais.

A estação foi construída pelo governo Getúlio Vargas em 1944 para ser base de apoio no Atlântico Sul aos países em luta na II Guerra Mundial, passando a operar comercialmente no ano seguinte. Além da importância histórica e de desenvolvimento econômico, a mostra cultural vai relembrar e apresentar ao público imagens de celebridades famosas que passaram pela cidade, na música, como a Banda Iron Maiden, na ciência, o oceanógrafo Jacques Cousteau, incluindo personalidades de Estado como o presidente Café Filho e o Papa João Paulo II.

“Existem muitas formas de pensar a importância do Aeroporto Afonso Pena, seja quanto as aeronaves, a parte comercial das famosas lojas, o empreendedorismo e a geração de milhares de empregos e serviços, entre outras características como a mobilidade em aproximar as famílias e amigos”, comenta Sergio Dombroski, funcionário da Infraero por mais de duas décadas. Sergio sempre teve uma máquina fotográfica para registrar o cotidiano do terminal.

Uma parte significativa das fotografias dos aviões é divulgada por Afonso Delagassa, companheiro de Sergio no Facebook Resgatando a História do Aeroporto Afonso Pena. “No ano de internacionalização, em 1996, no novo prédio, foi aberta a área envidraçada. Com uma lente zoom a gente fazia boas fotos das aeronaves. Na pista do Afonso Pena já desceram ícones da aviação mundial como o Tupolev, avião russo semelhante ao Boeing 727, e o jumbo 747-400 na chegada do imperador japonês Akihito, em 1997”, lembra Afonso Delagassa.

“A pesquisa tem participação direta dos ex-funcionários do aeroporto em dezenas de entrevistas, além de estudos no acervo da Infraero, de jornais antigos e demais fontes. São tantas informações, que será uma exposição de um ano com temas fixos e muitas novidades complementares e pontuais ao longo dos 12 meses”, projeta Vitor Magliocco, bibliotecário do museu.

Érika Gondro, responsável pelo Atílio Rocco, destaca o levantamento colaborativo. “É uma grande satisfação poder contar com a colaboração de cada pessoa e entidade. São mais de sete décadas de história reunidas na mostra cultural inédita”, enfatiza Érika Gondro. A exposição será uma das mostras oficiais no calendário anual do Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM.


Estrutura
São em média 20 mil passageiros por dia e uma população fixa de 5 mil empregados no aeroporto e cerca de 15 mil empregos indiretos nos hotéis, com taxis, estacionamentos, empresas de logísticas e uma série de outras atividades.

PautaSJP.com

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