Mais um grupo de venezuelanos é recepcionado no Paraná


Assim como haitianos e sírios, programa ao estrangeiro presta apoio a refugiados sociais

Blog Single Imigrantes vieram de Boa Vista (RR), transportados em avião da Força Expedicionária Brasileira (FAB)
Depois do terremoto do Haiti, em 2010, e do crescimento da guerra civil na Síria, desde 2011, o Paraná mais uma vez amplia o programa social de apoio a estrangeiros em situação de vulnerabilidade. A Secretaria da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf) recepcionou, na última sexta-feira (15), um novo grupo de 109 venezuelanos que chegou a Curitiba. Os imigrantes vieram de Boa Vista (RR), transportados em avião da Força Expedicionária Brasileira (FAB), numa ação da Operação Acolhida.

Após o desembarque, 90 venezuelanos foram levados até a casa de Acolhida Dom Oscar Romero, na vila Fanny, em Curitiba. Outras 19 pessoas foram enviadas para a SOS Aldeias, em Goioerê. Com a chegada de novos representantes, o total de venezuelanos que está no Paraná chega a 406 pessoas.

O secretário da Sejuf, Ney Leprevost, explica que o Estado oferece todo o suporte para que o migrante tenha acesso às políticas sociais, de saúde, trabalho e justiça. “Vamos encaminhar os venezuelanos, a pedido de instituições parceiras e também do Ministério da Cidadania, para o local onde serão recepcionados. Nos próximos dias, este grupo será cadastrado para que a Secretaria da Justiça, por meio do Departamento do Trabalho, possa auxiliá-los a encontrarem uma oportunidade no mercado de trabalho”, enfatiza o secretário.

A operação de acolhida integra o processo de interiorização de imigrantes venezuelanos, iniciada pelo Governo Federal no final de 2018, e é comandada pela Casa Civil da Presidência da República, Ministério da Defesa, Organização das Nações Unidas (ONU) e outros organismos da sociedade civil.


Acolhida
O coordenador da Casa da Acolhida Dom Romero, que é onde os refugiados ficarão, explica que o espaço tem a estrutura física adequada para fazer o acolhimento. A gestão da Casa é feita pela Ação Social do Paraná, que já mantém o Asilo São Vicente de Paulo.

“É um grande compromisso que o Estado do Paraná tem para com o povo venezuelano, que vive situação grave de abandono”, salienta o padre José Aparecido. O coordenador também ressaltou que agora é o momento que essas pessoas têm de conseguir uma nova oportunidade. “Estamos falando de pessoas que têm família e que vão poder, neste instante, serem acolhidas e, depois, buscarem um emprego, um espaço, uma casa para morar”, ressalta.

O Centro de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas do Paraná (Ceim-PR) é o órgão vinculado à Seju que oferece acesso a serviços públicos estaduais e municipais, como regularização do status migratório; direitos fundamentais e legislação trabalhista; matrícula e revalidação de estudos realizados no exterior; e serviços e benefícios da Política de Assistência Social.

PautaSJP.com e informações Governo do Paraná

Compartilhe esta notícia no Facebook: