Hoje (31) é Dia Nacional das RPPNs, como as reservas parceiras da Eco Guaricana


Aos poucos, Poder Público vem dando apoio, inclusive financeiro, para as áreas particulares, urbanas e rurais, de preservação ambiental

Blog Single Os passeios de Eco Turismo da Eco Guaricana contribuem para que as reservas mantenham e ampliem as ações voltadas à Ecologia
O que leva donos de áreas particulares, com bosques e florestas, do tamanho de um hectare (10 mil metros quadrados), até mais de mil hectares, a alterarem suas matrículas para reservas ambientais ao invés de ganharem milhões com loteamento imobiliário? Em comum, a vontade de preservar a Natureza. A data de 31 de janeiro é o Dia Nacional da RPPNs, sigla que significa Reservas Particulares do Patrimônio Natural.

Quando ocorre a alteração de uso da propriedade para RPPN, o dono só pode vender a matrícula se for para outra pessoa preservar, ou seja, não há finalidade diferente do que conservação do Meio Ambiente. Em Curitiba, são 24 áreas transformadas em RPPNs. Muitas estão em processo de formalização, inclusive em São José dos Pinhais, como a Nhandara Guaricana, parceira em Eco Turismo da Eco Guaricana.

A sustentabilidade financeira das localidades tem sido ampliada na medida em que eventos e cursos que ocorrem com Organizações Não Governamentais (ONGs), e pesquisas de instituições educacionais, via graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado, podem ter repasse de dinheiro para as reservas.

Órgãos municipais e estaduais, aos poucos, começam a dar incentivo para a criação de reservas particulares e com pequenos apoios financeiros. Em junho, o governo do Estado lançou o programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que incentiva, por meio de remuneração, os proprietários de imóveis (rurais ou urbanos) a protegerem as áreas naturais situadas em suas propriedades.

A capital paranaense, que reúne o maior número de RPPNs em um mesmo município, é sede da Associação dos Protetores de Áreas Verdes de Curitiba e Região Metropolitana (APAVE).

“Quando adquirimos a chácara da família em Santa Felicidade, no começo dos anos 80, nem sabíamos que no local havia a araucária mais antiga de Curitiba. Além dos parques municipais, as matas dentro das cidades, que estão nas mãos de particulares, se somam aos parques municipais, garantindo o oxigênio, a vida da fauna e flora, diminuindo o impacto das chuvas e ventos, entre outras vantagens que são para toda a população”, diz Terezinha Vareschi, presidente da Apave e responsável pela Reserva Airumã.

Entre as conquistas da Apave, a possibilidade, na mesma matrícula, de locais estipulados como reservas ficarem integrados a locais sem reservas Antes, legislações previam a transformação de 100% da área. Com a mudança, as chácaras urbanas e rurais, por exemplo, podem ter áreas preservadas ao lado de espaços que receberão maior número de pessoas, como pousadas ou restaurantes.

“Há 8 anos que nos dedicamos de forma voluntária e colaborativa para a causa ambiental. Em nível Brasil, somos 1.536 reservas e juntos preservamos 779.862,93 hectares de áreas naturais, e para todo o sempre”, destaca Angelo Simão, da RPPN Refúgio Carolina. O refúgio, em Campo Largo, tem 20 mil metros quadrados e metade como reserva.

No segundo semestre de 2018, a Fundação Grupo Boticário lançou mais um edital denominado Biodiversidade do Paraná. Trata-se de um linha de apoio voltada às instituições paranaenses, com prioridade para ações na Floresta com Araucárias e região do Lagamar. Um dos projetos contemplados, via a Mater Natura, beneficia Ricardo Pamplona Campos e Anne Zugman, na criação de RPPN no entorno do Parque Nacional Saint Hilaire/Lange, em Paranaguá. Serão 34 hectares que abastecem e oferecem segurança hídrica aos municípios de Matinhos e Pontal do Paraná.


Vantagens em criar RPPN
Segundo a ONG Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), as reservas particulares alcançam isenção de imposto rural; podem formalizar parcerias com órgãos públicos; tem prioridade nos projetos do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA); preferência na concessão de crédito agrícola; além de benefícios de governos locais e de iniciativas do terceiro setor.


RPPNs parceiras da Eco Guaricana
A Eco Guaricana foi criada em São José dos Pinhais no ano de 2013 e em pouco tempo passou a organizar passeios e imersões na Natureza em outras cidades. Milhares de pessoas de todas as idades já estiveram na companhia da Eco Guaricana, com passeios de Eco Turismo em reservas particulares também em Curitiba e Piraquara.

Quem investe nos momentos do chamado bem estar ainda contribui com a sustentabilidade financeira das áreas verdes. Os proprietários utilizam a receita em iniciativas preservacionistas com retorno direto ao visitante e sociedade.

Os encontros nas estações ecológicas têm café da manhã e da tarde, almoço e pernoite, estacionamento em locais privados para acampar ou acantonar. A condução é feita por guias experientes em áreas remotas.

A RPPN Santuário Família Walker fica em Piraquara, no Caminho Trentino, próximo ao Morro do Canal, com 25 alqueires dentro da Mata Atlântica. A RPPN Airumã é em Curitiba, Santa Felicidade, sendo um alqueire de floresta cujo corredor de biodiversidade se conecta com o Parque Municipal Tingui.

Contato Eco Guaricana – Marcos Rosa Filho (41) 3058-4192 e 99641-9674 luci.ane@ecoguaricana.com.br. Facebook Eco Guaricana e site www.ecoguaricana.com.br. Instagram Eco Guaricana.

PautaSJP.com

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