Fim de semana teve seis afogamentos fatais na RMC, incluindo SJP, e litoral


Seja na praia, em lugares proibidos como as cavas, verão também é sinônimo de pedidos de socorro, sequelas e óbitos

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Em apenas pouco mais de 70 horas, unidades do Corpo de Bombeiros confirmaram várias mortes por afogamento em um mesmo fim de semana. Ontem (27), acharam o corpo de um rapaz de 19 anos que tinha desaparecido no dia anterior em Guaratuba (Balneário Eliane), no litoral do Paraná. Mas, geralmente, ocorrem mais casos de óbito nas águas da Região Metropolitana de Curitiba do que na praia, pois são locais que não possuem salva vidas, como rios, cavas e pedreiras.

No sábado (26), em Lagoa da Pedra, Campo Magro, um rapaz de 27 anos se afogou; em São José dos Pinhais, foi um pescador de Almirante Tamandaré, na Colônia Zacarias; em Araucária, na Represa do Passaúna, uma menina de cinco anos saiu do alcance dos pais e morreu; um homem de 45 anos no tanque de uma chácara, em Quatro Barras; e um homem em Tijucas do Sul.


Números 2018-2019 no Litoral superam período anterior
Somente entre o período de Natal e começo de Ano Novo, mais o último fim de semana, são 13 afogamentos nas praias do Paraná, também baías e piscinas do Litoral. O Corpo de Bombeiros do Paraná destaca o respeito às bandeiras. São seis símbolos (vermelho sobre amarelo, preta, verde, amarela, vermelho e duplo vermelho) que possuem significados distintos.

De acordo com o comandante do 8º Grupamento de Bombeiros e coordenador operacional das atividades do Corpo de Bombeiros na Costa Leste, tenente-coronel Gerson Gross, somente é seguro para o veranista nadar entre duas bandeiras de cores vermelho sobre amarelo (com estas duas cores na mesma bandeira), que sinalizam a área protegida por guarda-vidas.

É importante, segundo ele, que o veranista fique dentro da área delimitada pelas bandeiras, pois se estiver de um dos lados da área protegida (para fora delas), caso haja uma ocorrência o atendimento rápido pode ficar prejudicado. “Os banhistas devem nadar entre as bandeiras e procurar locais com a presença dos guarda-vidas, pois caso aconteça algum acidente ou afogamento, o profissional poderá dar o atendimento mais rapidamente e com eficiência”, disse.

O coronel salienta ainda que além de apontar para o cidadão se o local é seguro para banho ou não, as bandeiras também informam outras peculiaridades, como condições do mar, pontos de risco, interdição e condições climáticas, por exemplo tempestades que estejam para acontecer.

As bandeiras verde, amarelo e vermelho ficam no Posto de Guarda-Vidas e são colocadas na areia para sinalizar as condições do tempo e do mar. A bandeira verde significa que naquele ponto as condições para banho são boas e o risco de incidentes é mínimo; a bandeira amarela indica que o local possui fatores de risco ao banhista, como ondas mais fortes, correntes e outras condições que podem ocasionar acidentes (a maioria dos postos está com bandeiras amarelas desde o início desta temporada); a bandeira vermelha sinaliza o local onde não é adequado para banho, ou seja, possui alto risco de afogamentos.

Há também a bandeira preta, colocada em locais que orientam a população de que naquela área não há um Posto de Guarda-Vidas permanente. Portanto, não possui um profissional no local e não é indicado para o banho. Em vários locais, mesmo sem a presença física constante de bandeiras, o Corpo de Bombeiros possui equipes de patrulhamento na areia (com quadriciclo) e no mar (com embarcação) para supervisionar a área e advertir pessoas que estejam na água.

A bandeira duplo vermelha é utilizada em situações de extrema necessidade e significa que a praia está interditada devido a fatores de segurança como chuva forte, ressaca, raios, entre outras situações.


Placa
O Corpo de Bombeiros possui ainda mais um recurso para conscientizar as pessoas sobre os riscos de afogamento, que é a placa de metal, fixada nos locais onde o risco para esse acidente é grande. Além dos materiais de sinalização, a população pode tirar dúvidas pessoalmente com os guarda-vidas para entender mais sobre as bandeiras e como evitar situações desagradáveis no mar.

PautaSJP.com e informações Agência Notícias Paraná


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